Estação Antártica Comandante Ferraz

Descrição do projeto:
Proposta para o concurso nacional para a nova Estação Antártica Comandante Ferraz.

O programa de necessidades (cerca de 3.500m ) foi abrigado em quatro pavilhões independentes: módulo habitacional; módulo de vivência; módulo de manutenção e módulo dos laboratórios. As novas edificações científicas e de apoio logístico, afastadas do corpo principal da EACF, permanecem nos mesmos lugares que hoje ocupam.
O módulo habitacional abriga os 34 apartamentos necessários para uma população de 64 pessoas (período de verão), entre militares encarregados pelos serviços gerais e pesquisadores.
No módulo de vivência estão situados os acessos, as funções sociais (sala de refeições, biblioteca, sala de reuniões, sala de video, lan house e academia de ginástica); algumas funções de serviço (cozinha, copa, padaria, câmara fria e despensa) e a enfermaria.
O módulo de manutenção comporta as demais partes de serviço e toda a infraestrutura necessária ao adequado funcionamento do complexo de edifícios, como: geradores de energia; caldeiras; estações de tratamento de água e esgoto; depósito de resíduos sólidos; calefação; etc. Aí estão localizados ainda as diversas oficinas e as garagens dos tratores e veículos.
No módulo dos laboratórios estão locados 14 laboratórios e seus serviços de apoio, como centros de triagens, armazenagens, etc. Os três primeiros módulos acima citados conformam o corpo principal do edifício. Embora isolados entre si, avizinham-se segundo uma composição.
Os três eixos concêntricos do “pé de galinha” assumem conformação simétrica segundo ângulo interno de 60º. Como uma flecha apontada para as montanhas, o ponto de confluência destes três eixos situa-se junto ao encontro da poligonal que designa a Zona de Uso 1 e a elevação da encosta oeste. Por sua vez, os ângulos dessa “flecha” se voltam para a baía leste. No eixo central de orientação leste oeste (montanha/mar) situa-se o módulo de vivência. O módulo habitacional assume o eixo sul e o módulo de serviços o eixo norte. Este último próximo ao reservatório de combustíveis, ao pátio de manobra dos tratores e a área de praia propícia a chegada das balsas de carga.
Os blocos de habitação e de convivência surgem elevados do solo, de forma a possibilitarem uso junto ao térreo. Para melhor desempenho de suas funções, o pavilhão de manutenção aproxima-se do solo, mas de modo a garantir uma fenda livre para passagem das águas de degelo.
O módulo dos laboratórios, por sua vez, situa-se na “Base G”, área mais elevada localizada ao norte da esplanada principal. O isolamento deste bloco permite um controle mais rigoroso de suas funções e um saudável afastamento de todos os problemas cotidianos de qualquer aglomeração humana. Possibilita ainda seu desligamento no inverno, período em que encerram suas atividades.
Por fim, mantém-se a posição do heliporto e dos tanques de combustíveis.
Essa implantação proporciona um amplo espaço livre junto a baía, condição que permite flexibilidade não só para as atividades futuras da estação de pesquisa, mas também espaço para a implantação do complexo canteiro de obras, que inclui área específica para embarque e desembarque de elementos, estoque de contêineres, montagem de partes pré-fabricadas e movimentação de tratores.
A organização pavilhonar modular garante ainda construção em etapas, ampliações, modificações e segurança contra sinistros (pontes aéreas impedem o alastramento de incêndios).

Título do Projeto: Estação Antártica Comandante Ferraz
Estado : Não Construído
Local: Ilha do Rei George, Antártida Brasileira
Autores: Luca Poian, Fabiano Friedrich, Scott Maggart, Alessandro Visintin, Massimiliano Travagini, Paulo Cesar Braga Pacheco
Colaboradores: Rhenan França, Ana Paula Pacheco, Francis Iwamura, Alline Lais Nunes
Estrutura: Alessandro Visintin
MEP: Studio Merlo
Ano: 2013

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